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Salão Cuba

1957

EXECUTADOS POR CHE GUEVARA EM SIERRA MAESTRA

Chicho Osório. 17/1/1957:  acusado de ser traidor por colaboração com o exército de Batista
Filiberto Mora. 15/4/1957:  julgado traidor por ter colaborado com o exército de Batista, Che escreveu em seu diário: “O chivato foi executado. Dez minutos depois de lhe dar um tiro na cabeça, declarei que ele estava morto.” 
– Dois camponeses considerados espiões. Abril, 1957: Che comentou no diário que os dois, um negro e um branco – que estava “chorando desesperadamente” – confessaram que eram espiões enviados pelo Major Joaquín Casillas, e acrescentou: “Eles não inspiararam pena, mas repugnância”. Ordenou que os dois espiões fossem fuzilados. “A cova foi cavada para os dois guardas chivatos e foi dada a ordem de partida. A retaguarda os fuzilou.” 
René Cuervo. Agosto, 1957. Enrique Acevedo, um garoto de 15 anos, relembrou essa ocasião de forma vívida: “De madrugada, trouxeram um homem com uma farda verde, cabeça raspada como os militares, bigodes grandes: é Cuervo, que anda causando encrencas na zona de San Pablo de Yao e Vega la Yua. Cometeu abusos sob a bandeira do 26 de Julho (...). Che o recebe deitado na rede. O prisioneiro lhe estende a mão, mas não encontra resposta. O que dizem não chega aos nossos ouvidos, embora se perceba o que o tom é duro. Parece ser um julgamento sumário. No final, o manda embora com um gesto de desprezo com a mão. Levam-no para uma ravina e o executam com um rifle.22, devido ao que têm que lhe dar três tiros.  
– Aristidio. Outubro, 1957. Por suspeita de traição, o camponês Aristidio foi executado por Guevara, como explicou em seu diário: “Eram momentos difíceis para a revolução. Na minha capacidade de chefe do setor, conduzi uma investigação muito sumária e Aristidio foi executado. Aristidio era um exemplo típico do camponês que havia se juntado às fileiras da revolução sem possuir qualquer compreensão nítida de seu significado (...).
O adolescente Enrique Acevedo assistiu ao instante em que Aristidio foi trazido ao acampamento: “Ao nosso lado passou um prisioneiro descalço, que foi amarrado. É Aristidio. Nada restou de sua pose de chefão. Mais tarde ouviu-se um tiro. Quando chegamos ao local, estavam jogando terra em cima dele. De madrugada, depois de um dia exaustivo, ele [Che] nos explicou que Aristidio fora executado por uso indevido de fundos e dos recursos da guerrilha 
– Juan Chang e um camponês. Outubro, 1957. O camponês Juan Chino Chang roubara e matara camponeses na região. Foi executado junto com um campônio que estuprara uma menina. 
– “Bisco” Echevarría Martínez. Outubro, 1957.  Echevarría, cujo irmão veio no Granma e que logo se dedicou a atos de banditismo e a assaltos nas áreas sob controle revolucionário, implorou pela vida, pedindo a Ernesto Che Guevara que o deixasse morrer em combate com os revolucionários. A decisão do “tribunal revolucionário” foi inflexível, e Echevarría foi fuzilado.

– Dionísio Oliva e Juan Lebrigio. Outubro, 1957.  Ele e seu cunhado haviam roubado suprimentos destinados aos rebeldes e se transformaram em ladrões de gado. Dionísio também tinha tomado casas particulares para si e nelas mantinha duas amantes. (ANDERSON, 1997, p.341)

“El Maestro” ou professor. Outubro, 1957. Condenado por se fazer passar por “Che, o médico”, foi executado. Fidel explicou a Carlos Franqui que “'o Professor' estava se fazendo passar por Che: 'Tragam-me mulheres. Vou examinar todas elas!' Você já ouviu algo tão desprezível? Nós o fuzilamos.” (ANDERSON, 1997, p.342)

Membro do exército rebelde. Junho, 1958. Che presidiu o julgamento sumário de um oficial rebelde acusado de assassinato e setenciou-o à pena de morte. 
Pedro Guerra. 26/6/1958. Che escreveu: “Durante a noite houve três fugas (...), uma delas foi dupla – Rosábal, condenado à morte por ser um chivato, Pedro Guerra, do grupo de Sorí e dois militares. Pedro Guerra foi capturado e se viu que ele tinha roubado um revólver para a fuga. Foi executado imediatamente.”
Membro do exército rebelde. Agosto, 1958. Registrou Che: “Um desertor do exército que tinha tentado violentar uma moça foi executado.” 

- Em meados de 1958, um soldado rebelde chamado Reynaldo Morfa foi ferido e encaminhado para o Dr. Hector Meruelo nas cercanias da cidade de Cienfuegos. O bom médico cuidou dele muito bem e em poucas semanas fê-lo saber que estava saudável o bastante para retornar à coluna de Che.

“Não, doutor”, Reynaldo respondeu. “Por favor, seja discreto a respeito desse assunto, porque pode custar minha vida: mas eu soube que Che não passa de um assassino. Sou revolucionário, mas também sou cristão. Eu me juntaria de bom grado à coluna de Camilo – mas nunca à de Che.”

 

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